Foto/Wallpaper: Tropical Escape, Bora Bora, French Polynesia
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O escritor Roger Bottini Paranhos, em Atlântida Vol. I No Reino da Luz, narra no primeiro capítulo o exílio dele de Capela. Ele conta que sempre ouviam diversos alertas sobre a chegada do "fim dos tempos", entretanto, assim como a humanidade atual da Terra, acreditavam que esse dia jamais chegaria ou, então, que se tratava apenas de mais uma alucinação de mentes fanáticas. Mais adiante ele conta que, pouco antes de ser atraído para o astro intruso que os traria à Terra, olhou para o seu punho e percebeu que a marca do exílio estava nítida e em alto relevo.
O apóstolo João no livro do Apocalipse, 13-18, interpretou como o número da besta: 666.
Apocalipse Capítulo 13, versículos:
16 . E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa,
17. para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
18. Eis aqui a sabedoria! Quem tiver a inteligência, calcule o número da Fera, porque é número de um homem, esse número é seiscentos e sessenta e seis.
Numa das obras básicas de Kardec (não lembro qual) ele explica que ao apóstolo João foram mostradas muitas coisas que aconteceriam séculos depois e ele teve dificuldade para colocar no papel, vamos dizer assim. Kardec conta, como exemplo, que ele cita pássaros no céu de onde caíam fogo – ou algo parecido - e que seriam os aviões numa guerra. Faz todo o sentido: na época em que viveu o apóstolo João não havia aviões, não em nosso planeta, que estava bem primitivo. Ele fez o que pôde para explicar. A citação abaixo do livro A Gênese, Cap. XVII, explica o porquê da linguagem alegórica bíblica:
54. É evidentemente alegórico este quadro do fim dos tempos, como a maioria dos que Jesus compunha. Pelo seu vigor, as imagens que ele encerra são de natureza a impressionar inteligências ainda rudes. Para tocar fortemente aquelas imaginações pouco sutis, eram necessárias pinturas vigorosas, de cores bem acentuadas. Ele se dirigia principalmente ao povo, aos homens menos esclarecidos, incapazes de compreender as abstrações metafísicas e de apanhar a delicadeza das formas. A fim de atingir o coração, fazia-se-lhe mister falar aos olhos, com o auxílio de sinais materiais, e aos ouvidos, por meio da força da linguagem. Como conseqüência natural daquela disposição de espírito, à suprema potestade, segundo a crença de então, não era possível manifestar-se, a não ser por meio de fatos extraordinários, sobrenaturais. Quanto mais impossíveis fossem esses fatos, tanto mais facilmente aceita era a probabilidade deles.
A marca 666 é, segundo Roger, no livro citado, a marca universal que identifica os reprovados nos infinitos mundos habitados no Universo. Não é, portanto, utilizada somente no nosso planeta.
O livro A Gênese foi publicado em 1868 e já explicava o período de transição:
Ainda Cap. XVII - Predições do Evangelho:
63. Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber. Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los Espíritos melhores. Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: “Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda.” (Cap. XI, nos 31 e seguintes.)
Continuando a leitura do Apocalipse encontrei a parte que o anjo leva João em espírito a um deserto, mostra-lhe o que ele chama de besta, porque ele viu um monstro de sete cabeças e dez chifres. Aí o anjo explica pro apóstolo o sentido real daquela "alegoria" que eram países, governantes, povos...
Apocalipse Capítulo 17:
3. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia e tinha sete cabeças e dez chifres.
[...]
7. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
8.A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição. E os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão vendo a besta que era e já não é, mas que virá.
9. Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.
10. E são também sete reis: cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.
11. E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.
12. E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.
13. Estes têm um mesmo intento e entregarão o seu poder e autoridade à besta.
14. Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis.
15. E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.
Por último, Roger explica que após atraído para o astro intruso, onde sentiam um calor que parecia queimar a pele, ele e todos os exilados sofrem "a segunda morte", que é se desfazer do corpo perispiritual, que ele descreve que foi "como se estivesse se derretendo", naquele fogo que parecia os consumir, trazendo uma sensação de dor e medo. A viagem se realizou tão somente com a alma, porque o perispírito é formado a partir do sistema astral e biológico do mundo em que o espírito vai viver.
Por isso que o Apocalipse fala em fogo:
Apocalipse Capítulo 20:
14. E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.
Isso é tudo! Boa semana!
6 recados :):
Minha amiga, que assunto profundo e sério. Vi que preciso ler muito ainda, estou anos luz atrás de todo conhecimento que você demonstra ter. ainda estou engatinhando. Por isso gosto tanto de ler seus post. Sempre aprendo mais, grande beijo
Uma visão diferente de um tema tão polemico.
Bjs
Olá, tem um selinho pra ti lá no blog.
Beijos :)
Lene... Que confuso. Creio que preciso ler um pouco mais para entender...Gostei muito do que citou com O livro A Gênese - Cap. XVII... Terá que haver mesmo isso, pois há ainda muitos que, infelizmente, não aprenderam os ensinamentos de Jesus: O Amor.
Vou ter que fazer outro comentário. Fiquei devendo. Boa Noite! Beijos!
:)
Eu já tinha comentado pelo email mas vamos lá!
Esse assunto para mim é muito complexo e abrangente (veja como falei difícil ;) kkkkk), pra mim, o nº 666 é apenas um nº.
Como "o mundo é mental", acredito que essas forma de 666 foi criada talvez para facilitar o entendimento central do contexto. No lugar dele, poderia ser um círculo, um triângulo, 123, 777, etc etc
Acho que o mundo é criado pelos nossos pensamentos, mais ou menos materiais, segundo nossa "natureza".
Adorei o post e a sua dedicação para cria-lo, ficou muito bem feito e organizado!
Luz e Paz!
Fuiiiiiiiiiiiiii
Muito importante a "re-postagem", e afirmo o meu comentário do ano passado e complemento dizendo que temos que devemos tudo de bom possível para não sermos marcados e exilados...
Bom Domingo!
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